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:: Maiana Nussbacher

E-mail: mn@radex.com.br
Formação: 1998- 2003- Faculdade de Artes
Plásticas na Fundação Armando Álvares
Penteado- FAAP
Experiência Artística:
- Obras na Galeria Espaço Virgílio - SP
- Obras na Galeria de Arte Infinita - SP
Através de sobreposições de tinta procuro
trabalhar a ausência de cor. Pigmentos puros
terrosos misturados á tinta acrílica, óleo,
metalatex, e outras assumem um papel diferente
mudando de estado puro, concentrado para o líquido.
As nuances de cores e os gestos captados em cada
trabalho retratam um estado único que sinto e me
condiciono a passar para a obra.
Atitudes como, o abandono da pintura de cavalete
e de áreas construídas e preenchidas pelo
pincel, são fortes aspectos do meu agir.
Em minhas obras, atuo de maneira inconsciente e não
sei como vai ser o resultado final. Entro em
sintonia com o que estou elaborando sem ver o
todo, é como se eu fosse parte da obra, depois
visualizo o que pintei.
Eu comecei a sentir necessidade de trazer mais
vida á tinta. Passei a misturar coisas na tela,
utilizar materiais alternativos.
As junções das camadas de tinta sobre a tela
formam desenhos que eu acompanho com o pincel ou
com a espátula, com isso sobreponho imagens
modificando-as. É como se situações novas
fossem criadas. A partir de um mero acaso,
percursos são corrigidos, problemas são
resolvidos enfim, fico mais introspectiva.
No começo meus gestos abrangiam mais do que a
tela. O chassi era um limite que eu queria romper
e deixar aparente a minha ação. Mas depois de
um tempo, fui percebendo que isso era só uma
vontade de brincar com a tinta e com o tecido
esticado. Era uma dança ao redor da tela, e os
pingos de tinta que espalhava sobre ela caíam
livremente e a inclinação do terreno é que
ditava como tudo se espalharia.
E passado mais um tempo senti necessidade de ter
um contato maior com a obra. Comecei a colocar
minhas mãos na tinta para conseguir controlar
mais o seu efeito. O pincel e a espátula
passaram a me auxiliar, mas o acabamento final
passou a ser extremamente corporal. Meu real
contato com a obra.
As divisões observadas em algumas das minhas
obras são problemas colocados sobre o espaço
pintado. Inicialmente pensei em dar a idéia de vários
pequenos quadros ligados uns aos outros, formando
uma composição dependente. Depois percebi que
as linhas retas e os ângulos formados criavam
espaços poéticos.
Refletindo sobre a revelação que o quadro deve
ser depois de acabado, lembrei-me de Mark Rothko,
artista de natureza completamente diferente da
minha. Suas necessidades e expressões são
manifestadas de modo mais diverso, mais
refletivo, menos gestual, mais introspectivo e
portanto muito diferente do meu horizonte
expressivo.
"(...)A mais importante ferramenta que o
artista cria com a prática constante é a fé na
sua capacidade de produzir milagres quando estes
se fazem necessários. Os quadros devem ser
milagrosos: no instante em que um deles é concluído,
a intimidade entre a criação e o criador
termina. Ele passa a ser um estranho. O quadro
deve ser, para ele, tal como é para qualquer
outra pessoa que o vê mais tarde, uma revelação,
uma solução inesperada e sem precedentes de uma
necessidade eternamente familiar."1
1- BROWNING CHIPP, Hershel. Teorias da arte
moderna. São Paulo: Martins Fontes, 1988.p.556
Leia também: Gesto de
pintar
Veja: Frases
marcantes para a artista |
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